Reflexões variadas sobre a Atividade de Inteligência e assuntos correlatos
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domingo, 6 de dezembro de 2015
sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
Rock da Sexta: Queens of the Stone Age - No one knows
Nesta sexta vamos de Queens of the Stone Age, homenageando o lulo-petismo com o título de sua boa música: "No one knows".
Rock n' Roll!!!
Rock n' Roll!!!
Ao governo de conto de fadas: porquê o medo difere da incompetência administrativa
"Medo não protege ninguém". A frase é atribuída a um poeta, mas foi proferida pelo atual Ministro da Defesa Aldo Rebelo, no contexto do terrorismo transnacional e da Olímpíada de 2016 que terá sede no Brasil, no Rio de Janeiro. Foi publicada no portal Vermelho.
Medo versus Incompetência Administrativa
Um pouquinho de biografia. O senhor José Aldo Rebelo Figueiredo é membro do Partido Comunista do Brasil (PC do B) desde 1977. "Eu, como temente a Deus e à lei, aguardarei resignado" - esta frase de Rebelo, quando era presidente da Câmara do Deputados, ao saber que o MLST pretendia processá-lo por abuso de autoridade ao mandar prender 507 membros daquele coletivo que invadiram e depredaram a Câmara em 06/06/2006.
Um comunista temente a Deus. Talvez seja uma controvérsia para os utópicos e malfadados idealizadores do comunismo em seus manifestos e tratados. Uma matéria do portal G1 merece menção específica, quanto aos feitos de Rebelo:
"...Depois de Aldo Rebelo (PCdoB-SP) passar 10 meses no comando do Ministério de Ciência e Tecnologia, o Ministério da Defesa será a quarta pasta sob a chefia do alagoano no governo do PT. Ao longo de todo o primeiro mandato de Dilma Rousseff, Aldo chefiou o Esporte. Antes, no governo Lula, ele havia sido ministro de Relações Institucionais, entre 2004 e 2005. [...]
Como deputado, foi autor de propostas polêmicas, como o projeto que proíbe a utilização de palavras estrangeiras e o que propõe transformar o dia 31 de outubro no Dia Nacional do Saci-Pererê, em substituição à festa norte-americana de Halloween. Ele também se destacou no Parlamento ao relatar, em 2009, o Código Florestal Brasileiro e, em 2005, a Lei de Biossegurança.
Antes, em 2001, Aldo foi presidente da CPI da CBF/Nike, que investigou, entre outras suspeitas, contratos da CBF com a Nike e com a multinacional AmBev, além de políticos que teriam recebido doações da CBF para apoiar lobby das empresas..."
Sim, o Ministério da Defesa do Brasil está sob o comando daquele que pretendia instituir o dia nacional do Saci-Pererê.
Embora a referida CPI presidida por Rebelo não tenha chegado a lugar algum, como sói acontecer, a justiça norte-americana acaba de estabelecer ações claras sobre a corrupção na rede CBF/Nike. Deve ser culpa do "inimigo imperialista".
Vivemos em um país que constitucionalmente garante o direito fundamental da liberdade de expressão, culto, inclinações políticas, etc... - graças a Deus!
Ser comunista não é um problema, de per si, para o Brasil. É um movimento de pensamento político-filosófico, que particularmente não me filio, mas tenho a obrigação de respeitar, faz parte do jogo democrático do mundo, não só de nossa nação.
Entretanto, confundir o eventual "medo que não protege" com a incompetência administrativa do governo é um demérito grave.
Matéria do portal UOL traz o seguinte título: "As vésperas das Olimpíadas, Governo reduz gastos com combate ao terrorismo":
"...O governo federal reduziu em 32% os gastos destinados ações de inteligência, contra-inteligência e combate ao terrorismo entre 2014 e 2015. [...]
Com base em dados do Siafi e do Ministério do Planejamento, foram encontradas 17 ações governamentais cujo escopo envolvia atividades de inteligência, contra-inteligência (neutralização de ações inteligência inimiga) e combate ao terrorismo em curso em 2014. Entre elas, a implantação do Sistema de Defesa Cibernética do Exército e a implantação, manutenção e atualização do Centro Integrado de Inteligência Policial e Análise Estratégica, conhecido como Cintepol, sob responsabilidade do Ministério da Justiça.
Entre as atividades mais prejudicadas pela redução nos gastos do governo em 2015 está uma ação governamental chamada "ações de inteligência voltadas à realização de grandes eventos". Segundo o Ministério do Planejamento, essa ação prevê o "planejamento, execução, coordenação, supervisão e controle das atividades de inteligência do país" e a produção de informações para assessorar a presidente da República em grandes eventos como as Olimpíadas.
Dos R$ 14,2 milhões previstos para essa ação no início do ano, apenas R$ 2,2 milhões foram gastos entre janeiro e outubro deste ano, o equivalente a 15% do orçamento inicial.
As chamadas "ações de inteligência" coordenadas pela Presidência da República (geralmente, por meio da Abin) também sofreram uma redução. Entre janeiro e outubro de 2014, foram gastos R$ 41,8 milhões nessas ações. Em 2015, os gastos dessas ações caíram para R$ 35 milhões...."
Eis o que considero uma incompetência administrativa dos decisores, que independente do adequado assessoramento executado pelos excelentes profissionais relacionados a Atividade de Inteligência no Brasil.
Tenha ou não medo, esteja ou não protegido, se houver um atentado, todos nós perdemos, a humanidade perderá. Não podemos ser incompetentes, e não será o Saci-Pererê que nos ajudará.
Fontes:
http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2015/12/04/as-vesperas-das-olimpiadas-governo-reduz-gastos-com-combate-ao-terrorismo.htm
http://www.vermelho.org.br/noticia/273631-1
http://g1.globo.com/politica/noticia/2015/10/aldo-rebelo-assume-quarto-ministerio-nos-governos-lula-e-dilma.html
http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2015/12/04/as-vesperas-das-olimpiadas-governo-reduz-gastos-com-combate-ao-terrorismo.htm
http://www.vermelho.org.br/noticia/273631-1
http://g1.globo.com/politica/noticia/2015/10/aldo-rebelo-assume-quarto-ministerio-nos-governos-lula-e-dilma.html
quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
PF prende contrabandistas de pedras preciosas... e urânio!
Na última semana a Polícia Federal realizou a "Operação Soldner", no combate a uma quadrilha internacional de contrabando de recursos minerais sediada no Brasil, dentre os quais pedras preciosas e urânio. É o destaque de matérias do G1, Veja, Estadão, dentre outros.
Recentemente tratamos sobre a porosidade das fronteiras na América Latina.
Recentemente tratamos sobre a porosidade das fronteiras na América Latina.
Aparentemente um dos líderes da organização criminosa é o alemão Heiko Helmuth Emil Seibold, radicado em Goiânia, casado com uma brasileira.
O curioso é que Seibold já apareceu há muito tempo nos radares da inteligência e segurança nacionais. Foi acusado de recrutar brasileiros como mercenários para empreiteiras de segurança em zonas de conflito no já longínquo 2005, juntamente com outro alemão, Frank Guenter Salewski. O destino dos mercenários tupiniquins era a então pujante guerra no Iraque.
Semiótica holywoodiana para mercenários...
Eis o trecho da matéria do G1:
"...A organização criminosa é dividida em dois grupos. O primeiro era responsável pela comercialização ilegal das pedras preciosas. Já a outra parte seria composta por autônomos e pequenos empresários que comercializavam, mediante fraude, títulos da dívida pública e moeda estrangeira, em transações financeiras envolvendo bancos venezuelanos. Os investigadores suspeitam que o comércio de moedas e títulos estaria vinculada à lavagem de dinheiro do grupo...."
Eis trecho relevante da matéria da Veja:
"...No decorrer das investigações, os policiais federais descobriram que, além das remessas do minério, a organização também era especializada em enviar pedras preciosas, principalmente diamantes. Os carregamentos eram enviados para Europa e de lá eram distribuídos para Israel e Dubai. A quadrilha era sediada em Goiânia com filiais em Minas Gerais, Distrito Federal, São Paulo, Pará, Pernambuco e Tocantins.
Dos acusados que tiveram a prisão temporária decretada, cinco foram detidos e outros cinco estão foragidos. Entre os que são procurados há dois estrangeiros: o marroquino com cidadania francesa Baruk Pilo e o alemão Heiko Helmuth Emil Seibold, que é casado com uma brasileira e mora em Goiânia. Os nomes e as fotografias da dupla foram enviados para a Interpol para que uma ordem de captura internacional seja expedida..."
Obviamente a simples menção a palavra "urânio" no mesmo contexto de "contrabando" e "terrorismo transnacional" conclama grandes atenções da mídia. Entretanto, as aplicações militares da exploração de urânio não se limitam unicamente a complexa produção de artefatos nucleares - o urânio empobrecido já foi amplamente utilizado em blindagens e projéteis de alta perfomance, por exemplo.
Se o interesse específico era o urânio com finalidades nucleares de enriquecimento, creio que o destinatário final não seriam organizações terroristas, mas sim nações que pleiteiam tecnologia nuclear e sofrem embargos à aquisição das matérias primas.
Outro destaque interessante nas matérias é a referência a um esquema que traficava tantalita por conexões escusas na Bolívia e na Venezuela. Outro mineral com largo emprego militar em equipamentos de engenharia complexa - aparentemente, não faria muito sentido para organizações terroristas. Os bárbaros do Daesh, por exemplo, demandam emprego imediato de meios, não desenvolvimento científico de longo prazo em ligas metálicas especiais.
Diante de tais reflexões, que decerto caracterizam como hipóteses, a operação da quadrilha de Seibold soa muito mais como uma covert action de algum serviço de inteligência adverso, empregando um tradicional mercenário como cabeça de ponte, do que qualquer outra coisa...
No Brasil temos excelentes profissionais de inteligência e segurança, qualificados e capazes para o cumprimento adequado da missão - mas aqueles burocratas que detém os fatores reais de poder insistem em não empoderar tais serviços com recursos humanos, materiais e legais adequados as suas funções precípuas.
Há pelo menos 15 anos ininterruptamente Seibold, Salewski, Pilo e outros tantos eventuais associados podem exercer seus negócios suspeitos no Brasil, com parcos controles. Aparentemente, Seibold não se sentiu incomodado mesmo depois de ter sido investigado em 2005, certo?
Até que ponto temos condições efetivas de monitorar as ações e empreendimentos suspeitos de estrangeiros em nossa continental nação?
Ainda mais premente questionar: até que ponto há interesse em criar condições de trabalho para os serviços de Inteligência e Segurança no Brasil?
Até que ponto temos condições efetivas de monitorar as ações e empreendimentos suspeitos de estrangeiros em nossa continental nação?
Ainda mais premente questionar: até que ponto há interesse em criar condições de trabalho para os serviços de Inteligência e Segurança no Brasil?
Fontes:
http://soldadodosilencio.blogspot.com/2015/11/risco-iminente-porosidade-dos-controles.html
http://g1.globo.com/goias/noticia/2015/11/pf-combate-comercio-ilegal-de-pedras-preciosas-em-go-df-e-5-estados.html
http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/policia-federal-desmonta-quadrilha-especializada-em-contrabando-de-uranio/
http://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,pf-apura-trafico-de-uranio-para-grupos-extremistas,10000003033
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft0802200507.htm
segunda-feira, 30 de novembro de 2015
domingo, 29 de novembro de 2015
Reações russas após bombardeiro SU-24M da VKS ser abatido pela Turquia
Há uma frase clássica que costuma vez ou outra se repetir para quem se dedica intelectualmente a polemologia e as relações internacionais em geral: "faltou combinar com os russos".
Potencialmente, a Turquia há de se arrepender de não ter alcançado um panorama exequível de tolerância as operações aéreas russas na Síria - o dia 24/11/2015 não será comemorado no futuro da Turquia.
SU-24M - Oleg Peshkov (morto em ação) e Konstantin Murahtin (resgatado) integravam a tripulação abatida.
Abater uma aeronave de guerra de uma superpotência em ordem de batalha não é, definitivamente, uma conduta razoável, ainda mais se há dúvida se houve ou não violação do espaço aéreo turco. Pelo que se pode saber, a operação russa em questão evidentemente não iluminava nenhum alvo turco, e considerando a hipótese de ter eventualmente invadido o espaço aéreo de soberania turca, não se destinava propositalmente a tal finalidade.
É fato incontroverso, entretanto, que já houveram incursões aéreas da VKS no espaço aéreo turco, que foram admoestadas publicamente por Erdogan e seus pares. Em tais eventos, após demonstrar certa contrariedade/resistência, a Rússia apresentou desculpas públicas, justificando-os por questões climáticas na região da base de Latakia, que fica a aproximadamente a 30km da fronteira sírio-turca. A Turquia é estado membro da OTAN e se opôs a presença russa na Síria.
Ainda mais incontroversa é a premente necessidade internacional de não escalar tensões no multipolarizado e fragmentário cenário de guerra na Síria. Após os últimos eventos de terrorismo sob o patrocínio do Daesh, a crise entre a Rússia e a Turquia não poderia ocorrer em pior momento.
O presidente russo Vladimir Putin promoveu um duro discurso contra a ação turca:
"...Turkey backstabbed Russia by downing the Russian warplane and acted as accomplices of the terrorists [...] The plane was hit by a Turkish warplane as it was travelling 1 km away from the Turkish border [...] The plane posed no threat to Turkish national security, he stressed.
Putin said the plane was targeting terrorist targets in the Latakia province of Syria, many of whom came from Russia. Russia noticed of the flow of oil from Syrian territory under the control of terrorists to Turkey [...] Apparently, IS now not only receives revenue from the smuggling of oil, but also has the protection of a nation’s military, Putin said. This may explain why the terrorist group is so bold in taking acts of terrorism across the world..."
A OTAN demonstrou apoio formal a integridade do território turco - e embora não condene publicamente demonstra preocupações quanto a ação orquestrada pela Força Aérea Turca. O porta-voz da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos da América no cenário de batalha sírio, Steve Warren, declarou a Reuters:
"...Despite Turkey being a NATO member, the US military spokesman said the downing of the Russian warplane is an issue to be settled between Ankara and Moscow. "This is an incident between the Russian and the Turkish governments. It is not an issue that involves the [US-led coalition operations]. Our combat operations against ISIL (IS, ISIS) continue as planned and we are striking in both Iraq and Syria..."
"...Turkey backstabbed Russia by downing the Russian warplane and acted as accomplices of the terrorists [...] The plane was hit by a Turkish warplane as it was travelling 1 km away from the Turkish border [...] The plane posed no threat to Turkish national security, he stressed.
Putin said the plane was targeting terrorist targets in the Latakia province of Syria, many of whom came from Russia. Russia noticed of the flow of oil from Syrian territory under the control of terrorists to Turkey [...] Apparently, IS now not only receives revenue from the smuggling of oil, but also has the protection of a nation’s military, Putin said. This may explain why the terrorist group is so bold in taking acts of terrorism across the world..."
A OTAN demonstrou apoio formal a integridade do território turco - e embora não condene publicamente demonstra preocupações quanto a ação orquestrada pela Força Aérea Turca. O porta-voz da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos da América no cenário de batalha sírio, Steve Warren, declarou a Reuters:
"...Despite Turkey being a NATO member, the US military spokesman said the downing of the Russian warplane is an issue to be settled between Ankara and Moscow. "This is an incident between the Russian and the Turkish governments. It is not an issue that involves the [US-led coalition operations]. Our combat operations against ISIL (IS, ISIS) continue as planned and we are striking in both Iraq and Syria..."
A resposta militar russa não tardou. Foi anunciado que todos os bombardeios da VKS contaram com escolta de caças, o que não ocorreu na missão do SU-24M particularmente atingida. Segundo matéria do portal Janes.com, a Rússia despachou para apoiar as operações aéreas na Síria baterias do avançado sistema antíaéreo S-400, além do cruzador Movska, que navegará na costa síria próximo a base aérea de Latakia:
"...The S-400 is Russia's most modern long-range SAM system, capable of destroying air-breathing threats at ranges of up to 400 km and ballistic missile targets at shorter ranges. Meanwhile Moskva is armed with a navalised version of the S-300 SAM - the S-300F Fort (SA-N-6 'Grumble') - which has a range of 150 km. Shoigu said the SAM system and the Moskva would be "ready to destroy any air target posing a potential threat to our aircraft..."
S-400 surface-to-air missile - SAM
Muito além das duras palavras e do consistente reforço militar, Putin também impôs medidas econômicas contra a Turquia, além de recrudescer questões diplomáticas relativas a concessão de vistos e alertas genéricos ao turismo.
Conforme o politizado portal russo Sputnik, em discurso no sábado, Recep Tayyip Erdogan teria se desculpado pela ação que culminou no abate da aeronave russa:
"...Este incidente nos incomoda muito. Eu realmente espero que isso não aconteça de novo. Vamos discutir esta questão e encontrar uma solução. Na segunda-feira, Paris será o anfitrião da cimeira do clima internacional, isso poderia ser uma oportunidade para restaurar as nossas relações com a Rússia..."
Matéria replicada pelo Jornal do Brasil retrata as reações de autoridades do Kremlin, dentre as quais as palavras do chanceler russo Serguei Lavrov, de que a Rússia não pretende retaliar militarmente a Turquia, mas realizar a reavaliação de todas as iniciativas bilaterais entre os países.
"...Este incidente nos incomoda muito. Eu realmente espero que isso não aconteça de novo. Vamos discutir esta questão e encontrar uma solução. Na segunda-feira, Paris será o anfitrião da cimeira do clima internacional, isso poderia ser uma oportunidade para restaurar as nossas relações com a Rússia..."
Matéria replicada pelo Jornal do Brasil retrata as reações de autoridades do Kremlin, dentre as quais as palavras do chanceler russo Serguei Lavrov, de que a Rússia não pretende retaliar militarmente a Turquia, mas realizar a reavaliação de todas as iniciativas bilaterais entre os países.
A crise protagonizada pela Turquia contrasta com a postura de Israel sobre a missão militar russa na Síria. Logo no início das operações militares, houve um protocolo militar conjunto de mais alto nível entre a Rússia e Israel, quando em 22/09/2015 destacamos na postagem então realizada:
"...na esteira dos fatos, exsurge nas últimas horas a notícia de que Israel e Rússia coordenarão esforços para militares na Síria, com o intuito de evitar confrontos desnecessários..."
Desde então, conforme muito bem ilustra o excelente blog Cavok, houve incursões aéreas da VKS no espaço aéreo de Israel. Dentro de um determinado protocolo conjunto, não houveram incidentes graves.
Cada vez mais o teatro de operações na Síria se assemelha aos paradoxos dos conflitos secundários da Guerra Fria, em sua nova e soturna versão, fermentada pelos bárbaros fatores de desequilíbrio que se impõe com a existência do Daesh.
Fontes:
http://soldadodosilencio.blogspot.com.br/2015/09/dos-movimentos-russos-no-oriente-medio.html
http://www.janes.com/article/56252/russia-responds-to-turkish-su-24-shootdown
http://www.jb.com.br/internacional/noticias/2015/11/25/chanceler-russo-descarta-guerra-com-turquia/
http://www.jb.com.br/internacional/noticias/2015/11/25/nyt-putin-considera-se-apunhalado-pelas-costas-apos-queda-do-aviao-pela-turquia/
http://brasil.elpais.com/brasil/2015/11/24/internacional/1448377206_491380.html
https://www.rt.com/news/323240-russia-turkey-warplane-downed/
http://br.sputniknews.com/mundo/20151128/2909602/presidente-turco-pede-desculpa-a-russia.html
http://www.cavok.com.br/blog/russos-invadiram-o-espaco-aereo-de-israel/
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