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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

As "armas" do "diálogo democrático" (...ou aparecer é fácil, difícil é fazê-lo sem envergonhar sua família)

Respeito convicções políticas diversas e considero que variabilidade ideológica é necessária para uma construção democrática de uma sociedade que pretenda fazer valer o mote "Ordem e Progresso".

Soube de um recente esfaqueamento de um boneco inflável durante uma manifestação contra o governo, e que tal boneco supostamente representa a corrupção  em uma versão caricata de um ex-Presidente da República em trajes prisionais..

Este link (http://correiodobrasil.com.br/importancia-simbolica-do-gesto-de-manu-ao-matar-o-lula-inflado/?ref=yfp) atribuiu o dano ao boneco inflável a uma cidadã identificada como Manu Thomazielli, ali intitulada como líder estudantil e ativista da União da Juventude Socialista. 



A Constituição de República Federativa do Brasil de 1988 consagra que Manu Thomazielli tem todas as garantias fundamentais, direitos e deveres de seus concidadãos brasileiros, inclusive o de expressar as convicções político-ideológicas que lhe parecerem mais fascinantes. 

Na forma da lei, Manu. Exercer seus direitos e obrigações, na forma da lei.

Discordo veementemente da salva de palmas para a atitude irascível da jovem. Esfaquear um boneco inflável que representa algum movimento ideológico diverso do seu na forma de uma sátira não é e nunca será democrático. 

Discordo também daqueles que lhe insultaram, Manu. Você merece respeito, mesmo quando e se eventualmente você agir de forma errante ou dissonante em relação a lei e perante aqueles que pensam de forma adversa as suas convicções políticas ou ideológicas.

Manu, talvez insuflada por bravatas irresponsáveis como a proferida pelo presidente da CUT (http://oglobo.globo.com/brasil/lider-da-cut-ameaca-pegar-em-armas-17173689) agiu de forma irresponsável, seja em relação a sua própria segurança e de seus concidadãos, seja em virtude de uma potencial escalada de violência e ignorância.

Manu Thomazielli, se você expressasse sua convicção ideológica em algum objeto (quiçá um boneco satirizando os adversários políticos da esquerda), e este fosse vilipendiado por alguém que lhe antagonizasse em raciocínio político, você se sentiria em um diálogo democrático, empregando as "armas" de uma democracia propositiva?

Aparecer é fácil. Difícil é fazê-lo sem envergonhar sua família, com honra, com altivez, de forma inteligente, propositiva, democrática, com ordem e progresso. Salvo melhor juízo, vandalizar um boneco inflável alheio não denota nenhuma virtude. Sua irresponsabilidade atenta contra os ditames cogentes da Constituição de República Federativa do Brasil de 1988, na forma de se manifestar, no respeito ao direito alheio de se manifestar.

Bom senso e cidadania Manu. Vamos construir um país democrático, com ordem e progresso, não com facadas e fundamentalismos.

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